SÉRIE: MISSÕES NO CORAÇÃO DE DEUS - Parte 7


3. A Terceira Viagem Missionária (Atos 118.23-21.17)

Chegamos agora à chamada terceira viagem missionária de Paulo.  Nesta viagem Paulo além de passar por lugares que ainda não havia estado, também tem contatos com irmãos das localidades onde havia pregado, em uma espécie de despedida para seguir a Roma finalizando assim sua carreira! A rota desta viagem foi a seguinte: Antioquia da Síria, Galácia e Frígia,  Éfeso, Trôade, Macedônia, Corinto, Macedônia, Trôade, Mileto, Tiro, Ptolomaida, Cesaréia e Jerusalém. 


a. Uma Missão de Confirmação

Para muita gente fazer missão é apenas iniciar um trabalho, plantar uma igreja.... depois disso não é mais! A terceira viagem missionária revela-nos a necessidade de cuidar daquilo que foi semeado e germinado. Paulo passa pela Galácia par apaziguar os conflitos entre Lei e Graça, Carne e Espírito. Depois em Éfeso, encontra-se com crentes que não estavam discipulados nas verdades da fé. Nem sabiam da existência do Espírito Santo (19.2).

Paulo vai inicialmente a Galácia e Frígia onde igrejas estavam sendo afetadas pelo legalismo judaico. Estas igrejas haviam sido plantadas nas viagens anteriores: Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia. Assim, seu trabalho inicial nesta viagem não é plantar igrejas, mas consolidar as que foram plantadas. Vale a leitura da carta aos Gálatas para se conhecer o problema da região. Dali 

Há muita gente na igreja que ainda se encontra confusa, não esclarecida das coisas elementares da salvação. Gente que precisa de discipulado. Gente que precisa ser orientada nos caminhos do Evangelho. Paulo batiza ali cerca de doze homens nesta condição (19.7).

Neste período coisas inusitadas aconteceram: Deus faz milagres por intermédio de Paulo... e as pessoas levavam lenços e aventais, peças de vestuário para Paulo orar para que fossem curadas. Sete jovens exorcistas ambulantes foram açoitados por um espírito maligno que, por não serem crentes, foram subjugados e fugiram. E os convertidos abandonando suas práticas pagãs, queimam seus livros e escritos mágicos publicamente. Assim, se consolidava uma forte igreja em Éfeso.

Éfeso era considerada uma das cidades importantes do Império naquela região e também era chamada de a guardiã da fé a deusa Diana. Peregrinações, amuletos, toda sorte de objetos eram feitos no afã de insuflar ainda mais a fé cega a esta deusa. Devido a pregação de Paulo, e a possibilidade de queda dos lucros dos que viviam da exploração da fé a deusa, suscitou-se grande tumulto na cidade. Mas passado o agito, prudentemente, Paulo segue para a Macedônia e a Grécia!

Na Macedônia (região de Filipos) o trabalho se resume em ‘fortalecer os discípulos” (20.2). Em Trôade Paulo se encontra com líderes cristãos de Tessalônica, Beréia, Derbe, das regiões da Ásia... passa com eles um tempo para animá-los e orientá-los diante dos erros que se levantavam na fé.  Discipulado, ensino, orientação. Há um tempo de arar a terra, outro de lançar a semente, outro de cuidar dos brotos. Para cada estação um desafio da missão.

Nesse episódio missionário, o destaque está nos livros que foram produzidos:  Gálatas, 1 e 2 Coríntios e Romanos. Textos que serviram de orientação àquelas igrejas e a nós também até hoje.


b. Uma Missão de Despedida
Passando por Éfeso, não demora-se ali muito com os irmãos. Faz sua despedida orando com os presbíteros daquela localidade. Paulo despede-se sabedor de que “não mais veriam seu rosto” (20.38). Alianças foram travadas, reforçadas entre o pastor e seu rebanho naquele que seria proximamente, seu ultimo episódio: a ida a Roma!

A reação da liderança de Éfeso é tocante. Emocionados choram despedindo-se de Paulo. Muitas vezes o choro ao final de alguns ministérios não é de saudade e amor, mas de tristeza e indignação. Mais importante do que começar bem, é terminar bem.


c. Uma Missão de Confirmação

Em Cesaréia, bem próximo do término da viagem, Paulo tem diversas confirmações. As filhas de Filipe o evangelista são profetizas, da Judéia, veio Agabo outro profeta que de maneira clara explica e comunica os propósitos finais desta missão: Ir para Roma. A ida a Roma seria por meio de um conflito em Jerusalém. 

Da mesma maneira que tudo começou em Atos13, com o Espírito confirmando e delegando ações; ao chegar neste tempo da terceira viagem, o Espírito continua a sustentar, dirigir e apontar o caminho. Ele prepara Paulo para o que iria enfrentar, consola a igreja que não deveria se chocar, mas orar para que ele cumprisse sua jornada no Senhor.

Assim Paulo chega em Jerusalém:”Tendo nós chegado a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria” (Atos 21.17).